quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Biblioteca Almeida Garrett do Porto celebra dez anos de vida: ALEXANDRE PARAFITA vai falar do romanceiro na literatura oral portuguesa

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As celebrações do 10º aniversário da Biblioteca Municipal Almeida Garrett do Porto vão contemplar um ciclo de colóquios sobre a obra literária do seu patrono, com destaque para o Romanceiro português, por ter sido ele o pioneiro em Portugal na recolha e divulgação deste género de literatura oral tradicional.
Organizados pelo Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares (SABE), os colóquios são dirigidos aos professores responsáveis pelas mais de 40 bibliotecas que integram a Rede de Bibliotecas Escolares (REBE), mas também ao público em geral.
No âmbito deste ciclo, na próxima terça-feira (dia 22 de Fevereiro), pelas 15 horas, terá lugar na Biblioteca Municipal Almeida Garrett uma conferência sobre “O Romanceiro e os Géneros de Literatura Oral Portuguesa” pelo escritor e investigador Alexandre Parafita, especialista em Património Imaterial.
Assinale-se que Almeida Garrett, ao coligir e publicar o primeiro Romanceiro Português em 1843, não só deu a conhecer a grande riqueza deste género de literatura oral, mas abriu também um novo campo de estudo para notáveis investigadores do nosso património imaterial como Carolina Michaelis, Leite de Vasconcelos, Adolfo Coelho, Teófilo Braga, entre outros. O interesse de Garrett pelo Romanceiro português despontou quando, por razões políticas, se exilou em Inglaterra e em França, a partir de 1823. Nesses países, com as notas que trazia dos relatos das velhas criadas (Brígida e Rosa) e com manuscritos que solicitou a amigos com quem manteve correspondência, foi compilando e reelaborando os conteúdos da memória colectiva nacional. E assim encontrou forma de atenuar o peso das saudades da Pátria.


Alexandre Parafita: Biobibliografia elementar actualizada


















É natural de Sabrosa. Tem o Doutoramento em Cultura Portuguesa e o Mestrado em Ciências da Comunicação. A sua formação académica passou pela ex-Escola do Magistério Primário de Vila Real, pela Escola Superior de Jornalismo do Porto, pela Universidade de Coimbra, pela Universidade da Beira Interior (UBI) e pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Com vasta experiência no jornalismo (foi jornalista de carreira durante quase 20 anos), na docência, na investigação e no ensaísmo, integra os quadros da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde é responsável pelo Sector de Comunicação Institucional. Nesta Universidade é também vice-presidente do Observatório da Literatura Infanto-Juvenil (OBLIJ). É igualmente professor convidado do Instituto Politécnico de Bragança (Pólo de Mirandela) e investigador integrado do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa, nas áreas da mitologia e da literatura oral tradicional, tendo vindo a realizar estudos e pesquisas que lhe permitiram resgatar mais de um milhar de textos inéditos em risco de se perderem na memória oral. Actualmente, faz parte da equipa de investigação incumbida de realizar o “Arquivo e Catálogo do Corpus Lendário Português”, no âmbito da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Como escritor, a sua obra faz parte do Plano Nacional de Leitura, integra manuais escolares de vários níveis de ensino e é bibliografia obrigatória em cursos de licenciatura e mestrado em escolas superiores e universidades.


É autor de várias dezenas de livros, sendo de realçar:

No domínio da Literatura oral tradicional:

– A Comunicação e a Literatura Popular (Plátano Editora, 1999)
– O Maravilhoso Popular - Lendas. Contos. Mitos (Plátano Editora, 2000)
– Antologia de Contos Populares – Vol.1 (Plátano Editora, 2001)
– Antologia de Contos Populares – Vol. 2 (Plátano Editora, 2002)
– A Mitologia dos Mouros (Gailivro, 2006)
– Os Provérbios e a Cultura Popular (co-autor, Gailivro, 2007)
– Património Imaterial do Douro: Narrações Orais (Lendas. Contos. Mitos), Vol. 1 (Museu do Douro, 2007)
- Património Imaterial do Douro: Narrações Orais (Lendas. Contos. Mitos), Vol. 2 (Âncora Editora, 2010).


No domínio da literatura infantil e infanto-juvenil:


– Uma Andorinha no Alpendre (Civilização, 1994);
– A Lenda da Princesa Marroquina (Europress, 1995);
– Chovia Ouro no Bosque (Porto Editora, 1996);
– A Princesinha dos Bordados de Ouro (Porto Editora, 1996);
– O Segredo do Vale das Fontes (Europress, 1996);
– O Último Gaiteiro (Europress, 1997);
– As Aventuras de Rik & Rok (co-autor, Impala, 1998);
- Histórias de Natal Contadas em Verso (Âncora, 2000);
– As três touquinhas brancas (Plátano Editora, 2000);
– Branca Flor, o Príncipe e o Demónio (ASA, 2001);
– A mala vazia (Plátano Editora);
– Diabos, diabritos e outros mafarricos (Texto Editores, 2003);
– Bruxas, feiticeiras e suas maroteiras (Texto Editores, 2003);
– O Conselheiro do Rei (Impala, 2004);
– Histórias de arte e manhas (Texto Editores, 2005);
– Contos de animais com manhas de gente (Plátano Editora);
– Histórias a rimar para ler e brincar (Texto Editores, 2006)
– Memórias de um cavalinho de pau (Texto Editores, 2006)
– Vou morar no arco-íris (Gailivro, 2007)
– O rei na barriga (Âmbar, 2007)
– Pastor de rimas (Impala, 2008)
– O tesouro dos maruxinhos (Oficina do livro, 2008)
Lobos, raposas, leões e outros figurões (Texto Editores, 2008)
- Contos ao vento com demónios dentro ( Plátano Editora, 2009)

Obras recomendadas pelo PLANO NACIONAL DE LEITURA (PNL):

- Histórias de Natal Contadas em Verso (Âncora Editora)
- As Três Touquinhas Brancas (Plátano Editora)
- Branca-Flor, o Príncipe e o Demónio (Asa)
– A mala vazia (Plátano Editora);
– Contos de animais com manhas de gente (Plátano Editora);
- O rei na barriga (Âmbar)
- Histórias a rimar para ler e brincar (Texto Editores)
- Memórias de um cavalinho de pau (Texto Editores)
- Diabos, diabritos e outros mafarricos (Texto Editores)
- Vou morar no arco-íris (Gailivro)
- O tesouro dos maruxinhos (Oficina do Livro)
Lobos, raposas, leões e outros figurões (Texto Editores)
- Contos ao vento com demónios dentro ( Plátano Editora)

E por inerência do título "Diabos, diabritos e outros mafarricos", também as obras:
- Bruxas, feiticeiras e suas maroteiras (Texto Editores)
- Histórias de Arte e Manhas (Texto Editores) .
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Património Imaterial do Douro - reportagem do JN

In Jornal de Notícias, 16-11-2010







quarta-feira, 15 de setembro de 2010

sábado, 31 de julho de 2010

Plátano reeditou “A Mala Vazia” e “Contos de Animais com Manhas de Gente”

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Sendo duas das obras que integram o Plano Nacional de Leitura (PNL), e por isso merecedoras de grande atenção por parte de muitas das nossas escolas, os livros “A Mala Vazia” e “Contos de Animais com Manhas de Gente”, de Alexandre Parafita, cuja primeira edição fora publicada pela Editora Âmbar, encontravam-se esgotados há vários meses. Finalmente, ambas as obras acabam agora de ser lançadas em segunda edição, por iniciativa da Plátano Editora.
Ilustrados, respectivamente, por Pedro Serapicos e por Eunice Rosado, os dois livros são hoje valiosos instrumentos de trabalho nas escolas, contribuindo para fomentar o gosto pela leitura nas crianças, em especial através da dramatização das suas histórias.
“A Mala Vazia” é um conjunto de histórias em verso que fazem sobressair o eco de antigas canções pastoris e canções de berço e onde o jogo lúdico das rimas e das imagens desafia os mais pequenos a uma leitura interessada e aprazível. Três grandes linhas de força são merecedoras de atenção especial neste livro, segundo Pompeu Miguel Martins: “a dicotomia entre a fantasia e a realidade na construção do texto poético, a referência a valores e a utopias e a persistente e sempre necessária divulgação de uma cultura popular enquanto parte integrante da nossa matriz civilizacional”.
Quanto ao livro “Contos de Animais com Manhas de Gente”, é composto de narrativas da tradição oral que fazem parte do riquíssimo património imaterial transmontano. São histórias de animais que falam de gente, dos seus vícios, virtudes e diabruras. Com graça e humor, com ironia e astúcia, dizem verdades a brincar e a rir. Todos os animais (o lobo, a raposa, o ouriço-cacheiro, o galo, o burro, o leão...) aparecem carregados de simbolismo nas histórias. Cruzam-se neles os traços temperamentais do ser humano. Os mais comuns são o lobo e raposa: o primeiro selvagem, parvo e estúpido; a segunda manhosa, oportunista e traiçoeira.
Alexandre Parafita, doutorado em Cultura Portuguesa, é investigador da área do património imaterial e docente do ensino superior. Autor de várias dezenas de obras, umas no domínio do estudo do património cultural, outras no domínio da literatura infantil, grande parte dos seus títulos integra a lista recomendada pelo PNL.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Semana da Leitura em Mateus

in O Arrais, de 1-4-2010

terça-feira, 16 de março de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lendário Popular do Douro

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In O ARRAIS, de 11-02-2010